Baixar Livro A Máquina de Fazer Espanhóis – Valter Hugo Mãe PDF MOBI LER ONLINE

Filosofia, Literatura, Romance

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É uma obra de maturidade a que agora chegará às mãos dos leitores, conseguida pela grande capacidade de criar personagens que este autor sempre revelou, aqui enredadas nas questões da velhice, da sua ternura e tragédia, resultando num trabalho feito da difícil condição humana mesclada com o humor que, ainda assim, nos assiste.
a máquina de fazer espanhóis é uma imagem livre do que somos hoje, consequência de tanto passado e dúvidas em relação ao futuro. É um livro de reflexão sobre a fidelidade na amizade ou no amor.
No país dos silvas poucos serão os que escapam a pensamentos paradoxais de profundo amor pela nação misturados com uma ancestral dúvida sobre se não estaríamos melhor como cidadãos do país vizinho.

Entre o dramático da vida, com a idade a descontar o tempo, e o hilariante da casmurrice e senilidade, este romance é um retrato dos homens que perduram depois da violência mais fracturante. É um retrato delicado e sensível da terceira idade, com o que acarreta de ideias confusas sobre o passado e sobre o presente.

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Opinião do Livro A Máquina de Fazer Espanhóis – Valter Hugo Mãe PDF MOBI LER ONLINE

Nem sei bem o que dizer deste livro. Adorei algumas frases. Umas passagens. Senti uma necessidade de apontar essas frases para posterior leitura, de tão tocantes e simples ao mesmo tempo.

Contudo, não adorei o livro. Talvez porque não seja um livro para adorar, mas mais para nos fazer pensar. No futuro, na velhice, no que, talvez, nos espera. Ouvir nas notícias casos como os do senhor silva permitiram, infelizmente, que a sua história (e a dos seus companheiros no feliz idade) não fossem uma novidade, uma surpresa. Ainda assim, fiquei surpreendida com a forma como o autor conseguiu colocar-se tão perfeitamente na pele de um idoso, da terceira idade. Como nos ofereceu um outro ponto de vista também, o do senhor cristiano.

Jan 17, 2013Suzel rated it really liked it
BMMTG

“(…) o anísio diza-lhe que a melhor das estátuas era sempre a que estava viva e que, ainda assim, conservava o brilho e o esplendor de um tesouro, a mulher corava novamente e desse modo se calavam por um instante, a pensar nessas levezas que não têm sequer dicionário e obrigam uma pessoa a depender da outra pelo lado mais delicado da beleza.(…)”
Pag 251

Um livro triste como é a perda de um amor e o definhar da vida sem quem nos consolou o coração durante muitos anos. Como o sentimento de traição da vida nos últimos dias em que sentimos que já não se vale nada e não temos préstimo, como se o deus das igrejas nos tivesse pregado uma partida por não irmos sempre à missa e dormirmos nas comunhões. E depois a descoberta, que há vida após a morte do Amor, após a morte da nossa vida conhecida.
É um livro triste. Como nós. Mas com a poesia que os sentimentos emprestaram à caneta do VHM.

E sim, o senhor silva é a prova de que há vida depois da “vida”. De que nem sempre um lar é uma coisa má, de que, quando são bem tratados e rodeados de boa gente, podem fazer amigos lá. Mas uma coisa ficou clara, a solidão, mesmo quando está rodeado de mais 92 idosos, está lá. A solidão, a mágoa de ainda cá estar, quando quem se ama já partiu. A dor de ter sido deixado para trás, mesmo que com boa intenção (pelo menos da parte de elisa), de lhe falarem como se fosse uma criança, de ver os recentes amigos a partir também.

Ainda assim, acho que a grande nota diferente neste livro do autor, em relação ao primeiro livro que li dele (O Remorso de Baltazar Serapião), é a esperança. Aqui nota-se a esperança entre o desespero. A coragem de criar novos laços, de fazer novos amigos, sabendo que será uma curta amizade. A coragem de perseguir um novo amor, ainda que em moldes diferentes do habitual. E, mais que isso, a coragem de olhar para o passado, de analisar ações e omissões, e conseguir, de certa forma, formar uma opinião de si mesmo o mais isenta possível, se é que tal é possível.

O senhor silva é uma lição de vida, sempre com tão sábias palavras, aquelas que vêm mesmo do coração, do desespero, da fúria. Aquelas que não são pensadas e que, por isso mesmo, são tão mais valiosas.

Na verdade, parando agora para refletir, até há muito a dizer sobre o livro. Tal como me apercebi quando terminei O Remorso de Baltazar Serapião. Talvez a beleza da escrita de Valter Hugo Mãe seja mesmo essa. Não percebemos bem o que o livro nos passou, tudo o que nos fez sentir enquanto líamos, mas quando nos dedicamos a tentar desconstruí-lo, percebemos que já faz parte de nós. Já não conseguimos parar. Quer gostemos mais, quer menos, alguma coisa fica connosco depois de lermos o que escreve. E a forma tão bonita como diz coisas tão simples, que parecem óbvias mas que de óbvias nada têm.

Sim, vale a pena ler Valter Hugo Mãe, porque nos força sempre a reflexões que não sabíamos serem necessárias, mas que na verdade nos fazem bem.

Deixo algumas passagens para tentar mostrar aquilo que não consigo bem explicar:

“…aos meus pés os dois sacos de roupa e uma enfermeira dizendo coisas simples, convencida de que a idade mental de um idoso é, de facto, igual à de uma criança. o choque de se ser assim tratado é tremendo e, numa primeira fase, fica-se sem reacção.” – 30

“…que a morte não era divertida e que estávamos todos a morrer, disso é que precisava de me lembrar. o que pensaria de mim a laura. capaz de me entreter ao invés de secar o corpo à fome, obrigá-lo a abdicar de me suportar. que maldição, porque não haveria de obedecer à minha vontade de acabar.” – 89

“…o américo esperou uns segundos por que me acalmasse. procurou um silêncio limpo como uma folha muito limpa onde pudesse escrever uma frase mais digna e disse, um dia essa saudade vai ser benigna. a lembrança da sua esposa vai trazer-lhe um sorriso aos lábios porque é isso que a saudade faz, constrói uma memória que nós nos orgulhamos de guardar, como um troféu de vida. um dia, senhor silva, a sua esposa vai ser uma memória que já não dói e que lhe traz apenas felicidade.” – 91

“…falava ainda com um entusiasmo que já não se via em ninguém. queria acreditar que a saúde não lhe faltaria e que poderia concretizar tantos projectos. e eu pasmava diante dele porque não concebia o que era chegar àquela idade e ter projectos. o meu projecto era esquecer tudo, era protestar contra a morte da laura convencendo-me de que, depois da morte de alguém que nos é essencial, ao menos a memória do amor deveria ser erradicada também.” – 108

“…eu estou bem, dizia-lhe, estou bem. e ele queria saber se estar bem era andar de trombas. eu respondi que o tempo não era linear. preparem-se sofredores do mundo, o tempo não é linear. o tempo vicia-se em ciclos que obedecem a lógicas distintas e que se vão sucedendo uns aos outros repondo o sofredor, e qualquer outro indivíduo, novamente num certo ponto de partida.” – 124

“…o salazar foi como uma visita que recebemos em casa de bom grado, que começou por nos ajudar, mas que depois não quis mais ir-se embora e que nos fez sentir visita sua, até que nos tirou das mãos tudo quanto pôde e nos apreciou amaciados pela exaustão.” – 203

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Written by dmendes40

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