Livro A Ditadura Escancarada – As Ilusões Armadas – Vol. 2 – Elio Gaspari PDF MOBI LER ONLINE

Politica

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Descrição do livro

# Escancarada, a ditadura firmou-se. A tortura foi o seu instrumento extremo de coerção e extermínio, o último recurso da repressão política que o AI-5 libertou das amarras da legalidade. A ditadura envergonhada foi substituída por um regime a um só tempo anárquico nos quartéis e violento nas prisões. Foram os Anos de Chumbo. Este livro trada do período que vai de 1969, logo depois da edição do AI-5, ao extermínio da guerrilha do Partido Comunista do Brasil, nas matas do Araguaia, em 74. Foi o mais duro período da mais duradoura das ditaduras nacionais. Ao mesmo tempo, foi a época das alegrias da Copa do Mundo de 1970, do aparecimento da TV em cores, das inéditas taxas de crescimento econômico e de um regime em pleno emprego. Foi o Milagre Brasileiro. O Milagre Brasileiro e os Anos de Chumbo foram simultâneos. Ambos reais, coexistiram negando-se. Quem acha que houve um, não acredita (ou não gosta de admitir) que houve o outro. Nas páginas deste livro, estão os dois. Se nelas há mais do chumbo que do milagre, isso se deve à convicção do autor de que a tortura e a coerção política dominaram o período. A tortura envenenou a conduta dos encarregados da segurança pública, desvirtuou a atividade dos milagres da época, e impôs constrangimentos, limites e fantasias aos próprios governos ditatoriais
# Esta obra trata-se do segundo livro da coleção e segundo volume da série As Ilusões Armadas

A Ditadura Escancarada – As Ilusões Armadas – v. 2 – Elio Gaspari

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Opinião do A Ditadura Escancarada – As Ilusões Armadas – Vol. 2 – Elio Gaspari PDF MOBI LER ONLINE

A pesquisa historiográfica aparenta ser aprofundada e alguns pontos surgem como inéditos (a mim, pelo menos). Entretanto, o livro é mal organizado. Cheio de idas e vindas, em alguns casos repetindo um mesmo fato mais de uma vez e no fim sem chegar a lugar algum. Além disso, há alguns problemas de estilo um tanto incômodos, em algumas partes faz-se uma transição demasiadamente brusca entre parágrafos e o leitor fica a se perguntar o por quê e aonde aquilo vai, e a resposta não vem.
O trabalho é de fôlego, e não é de se desprezar, mas poderia ter tido um pouco mais de atenção na organização final.

Depois de ler o primeiro livro da série “As Ilusões Armadas”, o segundo volume pedala um pouco em falso, sem, contudo, perder um cuidado extremoso na citação e embasamento do mais mínimo facto.
Penso que não será demais dizer que Élio Gáspari será, indubitavelmente, um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros.
Na internet não lhe faltam ódios destilados em inúmeras resenhas sobre o seu trabalho, o que não será surpreendente para um investigador que embora denuncie neste volume os crimes selváticos da ditadura (na sua generalidade já bem conhecidos), mas também revele certas outras conclusões “inconvenientes”, como as abaixo listadas. Antes de as ler, registe-se que Gáspari fez parte do partido comunista na década de 60, mas foi além da miopia de uma elite que se dizia vanguardista e pensante, mas se mostrava incapaz de ter uma autonomia crítica, sendo facto comum na maior parte das esquerdas odes ao stalinismo e aos seus crimes.

Sobre as “intenções” dos focos revolucionários:
“A luta armada fracassou porque o objectivo final das organizações que a promoveram era transformar o Brasil numa ditadura, talvez socialista, certamente revolucionária. Seu projecto não passava pelo restabelecimento das liberdades democráticas”. Pág. 193.

Sobre a política empreendedora do regime, que, ironicamente, bem poderá ser comparada aos actuais “obras”, como os estádios e recintos cuja construção e/ou recuperação para a copa do mundo e olimpíadas em 2014 e 1016, respectivamente, é tão propagandeada:
“Potencial nuclear? O ministro das Minas e Energia anunciara a descoberta de excepcionais jazidas de urânio no nordeste e anunciara a compra de uma usina atómica, a ser montada em Angra dos Reis. Integração Nacional? Médici determinara a construção da rodovia Transamazônica, que rasgaria 2280 quilômetros de mata tropical, ligando o Maranhão ao Acre. Gigante soberano? Estendeu-se a duzentas milhas da costa o limite das águas territoriais brasileiras. Tecnologia nacional? A Embraer recebera 320 milhões de dólares para fabricar o primeiro jato brasileiro. Obras históricas? Acelerou-se a abertura dos metrôs do Rio de Janeiro e São Paulo e anunciou-se a construção da ponte que atravessaria a baía de Guanabara, ligando a praia do Cajú a Niterói”. Pg. 209

Uma fina ironia diante da tão propagandeada política social do actual governo:
“Em 1971, Medici criara o ProRural, estruturando o sistema de aposentadoria dos trabalhadores no campo. Concedia meio salário mínimo mensal a todo lavrador ou pequeno proprietário que completasse 65 anos. Ampliado nos governos seguintes, haveria de se transformar no maior programa de renda mínima do país, um dos maiores do mundo”. Pág. 210
Sobre o comportamento seguido pela “luta armada”, como já preludiara “Che”, que advertura que “se você começa roubando bancos, acaba virando assaltante de bancos”:
“[…] Quando um pequeno grupo de militantes reduz a sua actividade política a assaltos destinados apenas a sustentar-lhes a precária clandestinidade, pouca diferença há entre um revolucionário e um assaltante.” Pg. 393.

Sobre o comportamento das populações diante das guerrilhas rurais:
“O amparo [das populações][aos guerrilheiros] derivava tanto da simpatia quanto do medo”. Pg. 430.

Sobre as conclusões a respeito da luta armada pelo PC do B (Partido Comunista do Brasil):
“Só em abril de 1976 o núcleo dirigente do PCdoB admitiu que a guerra popular tinha ‘retrocedido’. Ainda assim, sustentaria: ‘O balanço político, do ponto de vista da luta do nosso povo e do papel do partido, no que respeita aos sucessos do Araguaia, é altamente positivo’. […] O extermínio tornara-se numa irrelevância diante do objectivo maior: a autoglorificação do partido”.

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Written by dmendes40

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