Contos Plausíveis – Carlos Drummond de Andrade

Literatura

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Descrição do livro

Coletânea de textos curtos de Carlos Drummond de Andrade, lançada originalmente em 1981, “Contos Plausíveis” volta às livrarias com novo prefácio e projeto gráfico. Os contos justificam o título e assim como em Alguma Poesia , o autor opta pela ambigüidade. Se não havia poesia digna em 1930, ele chegou com alguma, sem estardalhaço. Da mesma forma, embora já tivesse publicado Contos de Aprendiz , em 1951, ao se exercitar numa forma de expressão em que não se sentia tão à vontade como na crônica e na poesia, Carlos Drummond de Andrade quase pede desculpas, à sua maneira: os contos plausíveis não são apenas admissíveis, razoáveis, mas sobretudo dignos de aplauso.São textos verdadeiramente curtos, pequenos poemas em prosa, mas contos. “Certo contos”, brinca Drummond, “os mais simples, parecem inverossímeis, e os inverossímeis, pois também escrevi alguns desta natureza, despertam o comentário: Daí, quem sabe? Tudo pode acontecer “. O autor continua: “tenho a impressão de que tudo pode mesmo acontecer em matéria de contos, ou melhor, no interior deles. Houve um que se recusou a terminar, como se dissesse: Fica tão bom assim… só você não percebe isto”.

Opinião e review do livro Contos Plausíveis – Carlos Drummond de Andrade

“…ele veio contanto que que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. (…)
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o dr. Epaminondas abanou a cabeça:
– Não há nada a fazer, dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.”

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) foi um poeta, contista e cronista brasileiro. Formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista “A Revista”. Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo(1984), além dos póstumos Poesia Errante(1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell(1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia

Written by dmendes40

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