Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Literatura

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Descrição do livro

Coletânea de poemas – O Rio (1953), Morte e Vida Severina (1954-55), Paisagens com Figuras (1955) e Uma Faca sem Lâmina (1955) – de João Cabral de Melo Neto publicados na década de 1950. Para Cabral, esta década foi crucial para a consolidação da linguagem que viria a refinar nos anos seguintes. No poema O Rio, Cabral trata do rio Capibaribe e de seu povo, só que, desta vez, sob uma ótica mais documental e narrativa. Já Morte e vida Severina, publicado pela primeira vez em 1956, é a obra mais popular e social do poeta. Retrata a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe. Encenada dez anos depois de sua publicação, com música de Chico Buarque, recebeu diversos prêmios, como o do Festival de Nancy, na França. Em Paisagens com Figuras (1955), o poeta mescla, nos poemas, descrições das paisagens de Pernambuco e da Espanha. Por fim, em Uma Faca sem Lâmina (1955), obra densa e excepcional, Cabral remete a um tema que lhe é caro: a composição poética.

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Ao contrário de outros poetas, dos quais igualmente gosto, que seduzem leitores com palavras e os estimulam a um orgasmo intelectual de paralelos, analogias, metáforas… João, por sua vez, é duro, é seco, é cru , é ligeiro – quando você vê – já foi… O que ele tinha para dizer ficou ali , no nó garganta, no sentimento claustrofóbico, no frio na barriga… No desconforto, na agonia.

Para tentar entender de onde veio a pancada, você volta, relê, só para perceber que caiu em uma armadilha feita para, à força, talhar as linhas do poema na sua alma. Só aí você percebe que João não pretendia esconder nas entrelinhas de sua poesia o segredo do universo, discutir os grandes temas da literatura universal, reinventar arquétipos obsoletos de humanidade… João , sobretudo em “Morte e Vida Severina”, queria mesmo é fazer você internalizar a experiência dos severinos,Sísifos do sertão, que sobrevivem por pura teimosia. E essa oportunidade que o autor nos dá é impagável.

“E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida). ”
(less)
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Stephanie
Oct 12, 2011 Stephanie rated it it was amazing
Shelves: favorites, brazilian-literature, poetry, classics
“In the case of good books, the point is not to see how many of them you can get through, but rather how many can get through to you.”
— Mortimer Jerome Adler

TInha um pouco de preconceito com este livro, por ser estritamente escrito na forma poética. Porém, me apaixonei por ele a partir do momento em que Cabral de Melo Neto descreve o sertão como terra “vaziada, não vazia”. O livro abre olhos, ouvidos, o coração e a mente do leitor. Nos descreve uma relidade de forma tão objetiva e, simultaneamente, poética, que fechamos o livro após a última página com um calor no coração derivado de pena, vontade de fazer algo e felicidade por ser possível apreciar esta peça da literatura brasileira.

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Written by dmendes40

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